Mostrando postagens com marcador CÉLULAS TRONCO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CÉLULAS TRONCO. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de junho de 2011

Menina enxerga pela primeira vez após receber células-tronco...

A inglesa Dakota Clarke, de 2 anos, tinha uma deficiência rara no nervo ótico. O tratamento, que aconteceu na China, é criticado por muitos médicos


Nesta semana, uma notícia voltou a chamar novamente a atenção para o uso de células-tronco. Dakota Clarke, uma garota inglesa de 2 anos, passou a enxergar após passar por um tratamento na China. Cega de nascença, ela tinha uma deficiência rara no nervo ótico e, após a terapia com células de cordão umbilical, as quais foram injetadas em sua corrente sanguínea, começou a ver formas e cores de objetos.

De acordo com notícia da BBC, o tratamento custou cerca de 40 mil dólares e foi feito pela empresa americana de biotecnologia Beike Biotech, que atua em 24 hospitais chineses. Para conseguir o dinheiro, os pais de Dakota, Darren e Wilma, arrecadaram doações. Eles mantêm um blog sobre a história da filha e acreditam que o tratamento tem funcionado como “milagre”.

O método usado para tratar Dakota é chamado de IV. Segundo o jornal britânico Daily Telegraph, o IV é alvo de críticas de muitos médicos e considerado ainda experimental. O jornal informa que apenas 15 pessoas até agora receberam esse tratamento. O diretor de comunicação da Beike Biotech, John Hakim, declarou que a própria empresa não acreditava que o método seria capaz de realizar tantos benefícios e que o uso do método será repensado a partir de agora.

Para Salmo Raskin, presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica, o caso causa estranheza do ponto de vista científico. “Na ciência, estamos acostumados a ver as coisas caminharem mais lentamente, após anos de estudos. E esse tratamento aconteceu muito rapidamente. Não há publicações científicas sobre esse uso específico das células-tronco. Tudo ainda é muito novo nessa área”, diz. Ele também chama atenção para o fato da empresa, apesar de ser americana, ter parcerias apenas na China, onde as normas são menos rígidas. “A impressão é de que o estudo ainda está na fase experimental”, afirma.